Mochilando Nas Viagens, aventuras wanderlust e ecdemomaníacas pelo mundo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015


Bueno  Brandão  -  Mutcho  Bueno
 Mais uma cidade mineira de belas cachoeiras

Dando continuidade as “Aventuras de Trás para Frente”, no feriado das crianças de 2015, conheci um pouco do Município de Bueno Brandão, mais um destino muito atraente e que vale a pena conhecer e desfrutar.  Esta cidade de Minas Gerais é bem próxima a Socorro/SP, localizado na Serra da Mantiqueira, e o seu principal atrativo é o turismo ecológico, principalmente por conta das suas diversas cachoeiras.


Nesta trip, fomos de carro saindo de São Paulo no sábado dia 10/10, por volta das 7 horas da manhã. Fizemos uma parada para o café, banheiro e chegamos por lá por volta das 10 horas.


Árvore Caverna 
Paineira Centenária dentro do Camping

O acampamento escolhido foi o Camping do Sossego, antes de chegar ao centrinho da cidade. Fomos muito bem recebidos e só pagamos duas diárias ($50,00). Pessoal muito acolhedor e a estrutura do ambiente muito boa. Com duas bases de cozinha comunitária, com dois fogões e duas geladeiras cada. Chuveiro quente separado do banheiro e tomadas e pontos de água, como tanques, espalhados pelo espaço. Outro diferencial do camping é que tem opções de trilhas, lago para pesca e cachoeira dentro do local.  

E a primeira cachu do feriadão foi dentro do Camping mesmo: a Cachoeira do Sossego, também conhecida como Cachoeira do Gustavinho, que tem queda e piscina natural. A trilha é bem curta, sinalizada, com apoios como cordas e sem maiores dificuldades. Quem não estiver no acampamento, pode pagar entrada e fazer somente a trilha e aproveitar a natureza por ali.

Para chegar em qualquer uma das Cachoeiras na Cidade, precisa “viajar” um pouquinho, pois algumas ficam bem distantes, ou seja, melhor opção é ir de carro, alugar um carro ou ir em um grupo grande de van/ônibus. E, você e seu carro também irão enfrentar estradinhas de terra. Ah... a maioria fica em propriedade particular, então também precisa pagar uma taxinha para visitação, conservação e uso. Uma dica bem legal é: pesquisem e já anotem as cachoeiras que desejam visitar, verificando o seu acesso previamente, assim vocês não perdem tempo.

Depois do Sossego, partimos para a Cachoeira dos Félix, de mais ou menos, 40 metros de altura. Entrada R$ 5,00 (São duas propriedades que tem entrada de acesso à Cachoeira. Acho que uma mais barata que a outra). Aqui a trilha é uma “pequena descida”. Digo isso, porque é tudo questão de ponto de vista, pois a volta é pelo mesmo lugar, ou seja, aí é uma “pequena subidinha”, rsrs. Mas vale muito a pena. Linda a Cachu e muitas fotos maravilhosas. 

            
E como chegamos tarde, o dia também acabou rápido e a noite demos uma voltinha no centro da cidade e assistimos umas apresentações rock’n’roll, em comemoração ao encontro de Motociclistas que acontecia no Município. (Foto: Paróquia do Senhor Bom Jesus, foi fundada por volta de 1820 com elevação a paróquia em 1850).
  


Dia seguinte, a cachoeira escolhida foi a Cachoeira dos Luís ($7,00 - entrada). Distante do camping, mas nada que desanimasse a galera. Chegando lá, mais belas paisagens, com duas quedas d’agua paralelas de aproximadamente 30m cada. E melhor: basta uma caminhada simples, mais descidas e subidas, mas leves, para chegar até ela.


Muitas coisas aconteceram nesta trip: nos perdemos não encontrando algumas cachoeiras, eu estava zerada (no $) e, infelizmente, devido a alguns problemas pessoais, não consegui aproveitar outros pontos turísticos. L 
Mas o lugar merece uma maior exploração, com certeza. Como toda a cidade mineira, 
o pessoal é bem hospitaleiro e quem gosta de simplicidade estará no lugar certo! J
Hotel Castelinho na Entrada da Cidade


Igreja em Munhoz, quando a gente se perdeu... 



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Carrancas – Mais um Paraíso no Brasil


Dizem que o nome da cidade surgiu devido a duas imagens em uma rocha que pareciam gigantes caras e podiam ser avistadas de longe por quem passava pela região em busca de ouro.

O Município faz parte da Rota do Ouro, a Estrada Real.

A Cidade de Carrancas é um verdadeiro polo turístico em Minas Gerais, com uma grande variedades de Cachoeiras, Poços, Grutas e Serras. Já foi cenário de novelas (Alma Gêmea (2004), Paraíso (2009), Amor Eterno Amor (2012), Império (2014) e tem a nascente do Rio Capivari localizada na Serra do Município.

Para lá fui na emenda do feriado de Finados/2015. Eu e mais 15 pessoas saímos na Van do Ale (translado R$ 120,00) na noite de sexta (30/10), às 24h e chegamos a Carrancas no sábado (31/10), às 6h.

Ficamos no Camping Sossego do Jeca (R$60 - 2 diárias) onde o senhor Cássio nos tratou super bem. A área do acampamento é bem estruturada, onde você pode optar por ficar em um espaço com cobertura ou não. Possui tomadas espalhadas pelo gramado, iluminação, chuveiro quente, banheiro individual (este poderia ter mais para as meninas), cozinha comunitária com fogão e geladeira e é possível fazer churrasco lá dentro. E o camping fica bem no centro da Cidade, perto da Igreja da Matriz com mercadinhos perto, bar para compra de bebidas, lojinhas de artesanatos e muitas opções boas para comer.
Igreja Nossa Senhora da Conceição fundada em 1732


O lugar simplesmente surpreendeu a todos. Como são muitas atrações, ou você faz as principais em um final de semana ou feriado prolongado ou tenta ficar pelo menos uma semana por lá. E algo que, achamos que não tinha necessidade, mas foi a nossa salvação, foi a contratação de um guia local, que apareceu no nosso camping, o Senhor Orlando, que nos levou aos principais points, negociou valores, contou-nos ótimas histórias e graças a ele, aproveitamos mais ainda. Tio gente boa!

 


Sobre o Roteiro: nos organizamos para conhecer o máximo possível nos três dias: sábado, domingo e segunda. No fim, conseguimos fazer os melhores locais no sábado e domingo e demos muita sorte, pois na segunda até tinha algumas cachoeiras para visitar, mas amanheceu chovendo e voltamos mais cedo pra São Paulo.

No sábado, logo após o café da manhã comunitário entre os participantes da viagem, fomos de van para: Cachoeira do Grão Mogol e Cachoeira Grande, no Complexo Mogol (entrada R$10,00). Depois Complexo da Vargem Grande (R$5,00), com uma das principais atrações, a Cachoeira e Poço da Esmeralda e Poços da Vargem Grande. Lanchamos durante a trilha e o jantar foi na Casa de uma Senhora muito gentil, que preparou uma comida caseira maravilhosa por R$10,00 (indicação do Sr. Orlando. Rua debaixo do Camping).

No domingo, acordamos bem cedo, café comunitário e as 7h30 partimos em direção ao Complexo da Zilda (total entrada atrações R$ 16,00). Primeira parada foi no Escorregador da Zilda. Chegamos e não tinha ninguém pra nossa sorte e diversão.

Depois simbora andar: trilhas, grutas, escuridão, mas chegamos a mais um paraíso: Cachoeira da Zilda e Cachoeira dos Índios, onde também vimos alguns escritos/desenhos históricos nas pedras. Depois disso, mais um pouco de aventura, passando pelo Cânion e chegamos no lugar que eu achei o mais top e, acabou se tornando um grande desafio enfrentado: o Racha da Zilda (De um lado, a Cachoeira dos Anjos, de outro, a pequena corredeira que sai da montanha e traz as águas da Racha. Dos dois lados, paredes de pedra e vegetação parecem proteger o local. Passeio para quem sabe nadar e bem, chegar na Racha não é tarefa tão fácil, é preciso atravessar um poço chamado Sonrisal, entrar no cânion que dá passagem para a racha e atravessá-la a nado contra a correnteza).




E para finalizar o dia, visitamos o cartão postal da cidade, o Complexo da Fumaça e algumas cachoeiras do Complexo Tira e Prosa e Ponte. Na chegada ao camping, noite do churras e muitas histórias pra contar.


Corrido, não vimos tudo, mas o que vimos está marcado na memória. 



Voltar, com certeza, vale muito a pena Carrancas! ;-)



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

No alto daquele C.U.M.E.

E foi lá que tudo (re)começou . . .
Bora retomar os trabalhos e, novamente, começando de trás para frente. Desta vez falarei sobre o Pico do Lopo, em Extrema, Minas Gerais.
O Pico do Lopo, também conhecido como Pedra do Cume, está localizado na Serra do Lopo, situada na fronteira entre as cidades de Extrema (MG) e Joanópolis (SP), Brasil. O ponto mais alto da serra possui 1750 metros de altitude. O nome Serra do Lopo vem de Lupus (Lobo em latim) e se refere a grande quantidade de lobos que habitavam a região.
Em junho/2014 adquiri um novo celular. Um smartphone e entrei pra era do whats app. Entrando em novos grupos pelo facebook, fui adicionada a vários de mochileiros. E aí conheci uma galera que em setembro iria passar um final de semana acampando no Pico do Lopo e o outro dia iria para a Cachoeira dos Pretos, em Joanópolis/SP. Pois bem, me juntei. E então naquele final de semana de 12 a 14 de setembro, parti para conhecer novas pessoas e novos lugares.

Após combinar os detalhes, a galera foi no esquema de caronas. Fui com o Roger que mora em Araçariguama, que pegou a Kátia que mora em Araçoiaba da Serra e que me pegou em Caucaia e todo juntos partimos para a cidade de Embu das Artes. Lá conhecemos a Drica e, para sair bem cedinho dormimos na casa dela.  Mas antes claro, paradinha a noite para nos conhecermos melhor e tomar uma gelada.
Saímos de lá por volta das 6 e pouquinho da manhã, a caminho da cidade mineira que faz divisa com São Paulo, Extrema. Chegamos lá cedo, apesar de ter pego um pouco de trânsito na Rodovia Dom Pedro, conseguimos fazer o trajeto em menos de três horas. E já chegamos tirando fotos do portal da cidade (adoro essas imagens).

Chegando ao centrinho, passamos no centro de informações, muito bem equipado por sinal, demos umas voltinhas na cidade e enquanto esperávamos reunir o pessoal, saímos um pouco e fomos até o Parque Municipal Cachoeira do Jaguari, com entrada gratuita e um belo lugar para tirar fotos.

Depois por volta do meio dia, a galera começou a chegar. Gente do Rio, de várias cidades de São Paulo, enfim, reunimos um grupo grande de 24 pessoas. E após o almoço, partimos ao encontro da trilha. Deixamos os carros em um terreno aberto quase em frente a trilha. Apesar de ser fácil chegar, aqui que mora o perigo: há várias entradas, consequentemente saídas, então melhor ir com alguém que já conheça ou tenha boas referências de lá.
Eu achei a trilha bem tranquila, apesar de ser uma bela subida, com alguns pontos com nível difícil, como: algumas grandes pedras que tinha que subir e/ou descer, alguns barrancos e, com certeza, muito mato. Claro que com quase 10 quilos nas costas tudo fica mais cansativo, mas em menos de três horas completamos o trajeto e já estávamos armando as barracas para subir até o Pico.


Lembrando-me de pegar a minha lanterna partiu mais uma trilha para chegar até o Topo. Aqui muitas pedras, com o nível de dificuldade bem maior, exigindo força e um pouquinho de coragem, mas a vista vale tudo, então com certeza você tem que enfrentar qualquer obstáculo. E que presente quando chegamos lá no topo e, que CUME, oh vista linda. O vento nem parece trazer frio, pelo contrário, parece levar todas as tristezas embora. E a noite, curtimos uma bela lua com a galera toda animada. E tudo correu muito bem neste acampamento: sem chuva, um bom vinho, todos trouxeram os comes e tudo ótimo no final.
Galera animadíssima, no alto daquele CUME
Conhecendo o povo da Aventura.
Na manhã seguinte, levantamos acampamento e partimos para a cidade vizinha: Joanópolis, outro post com mais fotos. J